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Fabio Luis critica lockdown e cobra prefeitura sobre socorro à famílias vulneráveis

O vereador Fabio Luis usou a Tribuna da Câmara de Dourados na sessão de ontem (31/05) para criticar a forma como a administração municipal conduziu o Decreto nº 400, que instituiu lockdown na maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul durante 14 dias. Para o parlamentar, a Prefeitura de Dourados deveria ter tido a sensibilidade de oferecer ao contribuinte douradense o direito da previsibilidade, uma vez que a decisão já teria sido tomada desde o início da semana passada. Informações a respeito de um possível lockdown tomaram conta dos grupos e redes sociais na cidade sendo que a manifestação de esclarecimento por parte da gestão veio somente na sexta-feira (29/05), durante o horário do almoço, por meio de live com o prefeito Alan Guedes, para anunciar a suspensão de atividades a partir do domingo (30/05). Ainda assim, o decreto com toda a regulamentação para aplicação do lockdown só foi publicado oficialmente no sábado pela manhã. A imprevisibilidade, na visão do parlamentar, colocou diversos setores em um estado de aflição que poderia ter sido evitado.

“É muito chato quando a população vem cobrar a gente como vai funcionar, na posição de vereador, e somos obrigados a dizer: eu não sei de nada, são apenas boatos. Acredito que essa medida deveria ter sido tomada com prazo maior. Mas não, pegou as pessoas de surpresa num final de semana, sem nenhum dia útil, para que as empresas pudessem se preparar”, lamentou Fabio Luis. Durante a fala o vereador citou exemplos de segmentos que foram duramente prejudicados pela forma como o decreto foi instituído, a exemplo da construção civil e do comércio de perecíveis. “Nós temos obras na nossa cidade, prédios sendo construídos de 30 andares, 20 andares, agora uma grande obra da Inpasa sendo construída aqui na zona rural, com pessoas que vem de fora, contratadas para produção. Agora vão ficar na cidade 14 dias sem poder trabalhar, sem se preparar com alojamentos, comida. Não teve tempo para essas pessoas se prepararem. O comércio também. Temos muitos que comercializam produtos perecíveis. Recebi ligação de um colega paisagista que estava desesperado. Ele tem flores, e não se guarda rosas por um mês, 40 dias. Caminhões de pedidos de flores pro Dia dos Namorados que ele não sabe como vai fazer para descarregar. Eu acredito sim que o Executivo poderia ter discutido isso com uma janela de tempo um pouco maior, para que o comércio pudesse se preparar”, afirmou. “Nos temos que ter a sensibilidade que a cidade precisa do comércio. Precisamos ter ações efetivas no combate ao vírus? Sim precisamos. Só que agora vamos ficar 14 dias fechados. Diante disso eu volto a cobrar: quais ações foram feitas durantes os dias anteriores para que pudéssemos mudar a situação da UPA, do Hospital da Vida, a situação dos postos de saúde?”, questionou o vereador sugerindo que a gestão municipal deveria ter adotado, com mais efetividade, ações preventivas ao contágio acelerado. Para o parlamentar, lockdown trata-se de uma medida corretiva, cujo prejuízo econômico ao cidadão é bem maior comparado ao sucesso no contexto sanitário. Agora, Fabio Luis pretende acionar a Prefeitura de Dourados, especialmente o Comitê de Gerenciamento da Covid-19 e a Secretaria Municipal de Assistência Social, solicitando que sejam apresentados os planos para socorrer famílias vulneráveis ainda mais afetadas com a suspensão das atividades de trabalho. “Decretar lockdown é uma decisão extremamente danosa ao contribuinte. Me preocupo com a manutenção dos postos de trabalho, me preocupo com os microempresários que através de seus negócios sustentam suas famílias, e mais ainda com aqueles cidadãos que dependem de diárias e prestações de serviços pontuais, além dos trabalhadores informais, para levar o mínimo de dignidade para suas famílias. Nossa cidade possui centenas de famílias em extrema vulnerabilidade, e dizer para o trabalhador que ele terá de ficar 14 dias sem ter como obter o recurso para o leite do filho, do dinheiro para pagar a conta de luz e colocar comida na mesa, é no mínimo desumano e inconsequente. E cabe ao Poder Executivo oferecer as respostas para essa população”, afirmou a apoiadores em rede social.


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